terça-feira, 15 de junho de 2010

Um convite à mobilização

Panfletagem contra a inauguração da TKCSA

18/6, sexta-feira, de 10 às 12hs
Praça do Hospital Pedro II
Santa Cruz

A Baía de Sepetiba pede socorro!
Queremos nosso meio-ambiente limpo, trabalho digno e direitos humanos respeitados!

Venha participar conosco!

Debate: O Significado da CSA

No próximo dia 18/06, será inaugurada a CSA – Companhia Siderúrgica da Atlântico, um empreendimento formado pela empresa alemã Thyssen Krupp Steel e pela Cia. Vale do Rio Doce, localizado no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Trata-se de um complexo siderúrgico, compreendendo uma usina siderúrgica, uma usina termoelétrica e um porto com dois terminais, Toda a sua produção, inicialmente prevista de 5 milhões de placas de aço por ano, será destinada exclusivamente à exportação.

Desrespeito à legislação ambiental, suspeita de cooptação de autoridades, ampla concessão de benefícios fiscais ao projeto, emissão desmedida de poluentes, destruição ambiental, perseguição às lideranças populares e o próprio envolvimento com milícias da região são algumas das denúncias que cercam esse projeto.

Venha conhecer e discutir um pouco dessa história


Participações

Marcelo Freixo – Deputado Estadual do PSOL/RJ

Roseneide de Freitas – Comitê Baía de Sepetiba Pede Socorro

Isaac Alves – Associação de Pescadores e Aquicultores da Pedra de Guaratiba

Paulo Passarinho – Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro


Dia 16/06 quarta-feira 14h Auditório da Escola de Serviço Social da UFRJ (2º andar do prédio da Escola de Serviço Social) Campus da Praia Vermelha – Av. Pasteur 250 – Urca

Promoção: Laboratório de Estudos Marxistas José Ricardo Tauile (LEMA)

Apoio: PACS, Corecon/RJ e ESS/UFRJ

quarta-feira, 5 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

No último dia 29/04 foi covardemente assassinada a companheira mexicana Beatriz A. Cariño

Ato de entrega de carta de repúdio ao Cônsul do México - RJ Quarta-feira - 5/05/2010 às 11:30 h
 
 
(Consulado Geral do México no Rio de Janeiro Praia de Botafogo, 242 /3o.andar )
 

No último dia 29/04 foi covardemente assassinada a companheira mexicana Beatriz A. Cariño, ou simplesmente Bety Cariño como era conhecida pelos seus companheiros de militância, integrante das organizações CACTUS-AMAP-REMA-RMALC e também do Jubileu Sul Américas.


Bety, outros militantes mexicanos e observadores internacionais integravam uma caravana de solidariedade ao povo de San Juan Copala no estado mexicano de Oaxaca,  quando foram vítimas de uma emboscada armada por paramilitares. O observador finlandês Yiri Antero Jakala também foi morto.

O povo de San Juan Copala luta pelo estabelecimento de um governo autônomo e desde janeiro vem sofrendo com o isolamento (estão sem abastecimento de serviços públicos básicos) e com a repressão de grupos paramilitares ligados a políticos locais contrariados com o movimento de emancipação política.

O Jubileu Sul Américas entregará uma carta de repúdio ao acontecido ao consulado mexicano, na próxima quarta-feira às 11:30 h  aqui no Rio de Janeiro.

sábado, 10 de abril de 2010

I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, abril de 2010, no Rio de Janeiro

QUAL VALE VOCÊ CONHECE?

A da propaganda, todos já viram. Uma empresa de funcionários sorridentes, trabalhando a serviço do "progresso" do país, investindo na preservação do meio ambiente e no "desenvolvimento" para o povo brasileiro.

Mas peraí!... Será que a coisa é bonitinha assim desse jeito?


Quais são os danos causados pela atuação da Vale? Quais as conseqüências para a região e para as populações locais? Qual é a postura da mineradora diante das reivindicações de comunidades atingidas e de trabalhadores sindicalizados? Quais os crimes cometidos nesses processos? E, por fim: de que maneira altos círculos do poder político e econômico se articulam para que empreendimentos gigantescos sejam viabilizados a qualquer custo, independente de irregularidades e de violações de direitos?



Essas perguntas tem que ser respondidas antes do próximo comercial da TV!



Do dia 12 ao dia 15 de abril de 2010, cerca de cento e cinqüenta pessoas de diferentes nacionalidades estarão reunidas no Rio de Janeiro para discutir a atuação da Vale e os violentos impactos socioambientais causados nos mais de vinte países em que está presente. O I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale será a consolidação de uma rede formada por movimentos, sindicatos e organizações dos cinco continentes.







MAS, AFINAL,



QUEM SOMOS?



Melhor seria perguntar: por que somos? De onde nasce a urgência de protestar e lutar contra as ações de uma das empresas mais poderosas do mundo?



Se hoje nos unimos, é justamente porque conhecemos de perto o que existe para além da propaganda da Vale. Se nos articulamos, trocamos experiências e lutamos em conjunto, é porque percebemos que por trás do discurso da empresa está a sua agressividade e seu poder destrutivo. Sabemos, por exemplo, que o papo de “sustentabilidade” tenta esconder os irreversíveis impactos causados ao meio ambiente; que a história de “responsabilidade social” é contada para ocultar o desrespeito aos direitos das comunidades atingidas pelos empreendimentos da Vale; que a divulgação da imagem de funcionários satisfeitos não apaga o desrespeito a leis trabalhistas nem a intransigência e a arrogância no trato com trabalhadores sindicalizados.



No verso do bonito quadro vendido na TV e nas revistas, atrás da empresa compromissada com a vida e com o “desenvolvimento” do país, encontramos a obsessão transnacional pelo lucro e pela máxima concentração de riquezas. Encontramos desrespeito, injustiça, pobreza, sofrimento, morte.







É por isso que somos.







Somos famílias inteiras desrespeitadas, sem acesso a alguns dos direitos mais fundamentais;



somos trabalhadores explorados em minas de ferro, carvão, níquel, cobre;



somos sindicalistas, ambientalistas, feministas, políticos;



somos estudantes, somos professores;



somos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, trabalhadores rurais;



somos despejados, removidos, desabrigados, refugiados;



somos migrantes, homens, mulheres e crianças arrancados do chão que pariu e alimentou suas famílias;



somos cidadãos enganados, desempregados, favelados, marginalizados, doentes;



somos sem terra, sem teto, sem trabalho, sem futuro.



Somos brasileiros, chilenos, peruanos, argentinos, moçambicanos, canadenses… Indignados com o saque cotidiano de riquezas que pertencem a nossos povos.







Somos todos lutadores sociais em busca de um desenvolvimento que alcance de forma igualitária a todos os cidadãos e respeite verdadeiramente o meio ambiente, os direitos humanos e a vontade própria das comunidades tradicionais.



E juntos trabalhamos intrumentos e estratégias comuns para expor a verdadeira Vale, contestar seu poder absoluto e fortalecer os trabalhadores e todas as populações atingidas por suas ações.

 
Blog: atingidospelavale.wordpress.com